segunda-feira, 7 de junho de 2010

Apelo de Bento XVI a favor dos cristãos no Médio Oriente


Apelo de Bento XVI a favor dos cristãos no Médio Oriente

Vaticano critica "fundamentalistas" cuja leitura literal da Bíblia torna ainda mais difícil a vida das comunidades cristãs na região.

O Papa Bento XVI terminou ontem uma visita de três dias a Chipre com um apelo "pessoal a favor de um esforço internacional, urgente e concertado, para resolver as tensões actuais no Médio Oriente, especialmente na Terra Santa, antes que estes conflitos conduzam a tragédias ainda maiores".

Um documento ontem publicado pela Igreja Católica, do sínodo dos bispos do Médio Oriente, refere-se ao conflito israelo-palestiniano com críticas à ocupação israelita dos territórios palestinianos. A certo passo, o texto menciona "grupos fundamentalistas cristãos" que justificam pelos textos bíblicos "a injustiça política imposta aos palestinianos, o que torna a posição dos cristãos árabes ainda mais delicada" na região.

Bento XVI aproveitou a visita a Chipre para pedir o apoio do mundo aos cristãos do Médio Oriente, "que sofrem pelas suas crenças", e são forçados pelas perseguições religiosas a abandonar o Médio Oriente. O Papa esteve só na parte ortodoxa da ilha, mas encontrou-se com representantes muçulmanos durante uma procissão junto à linha verde que divide a ilha desde 1974.

No texto publicado pelo sínodo dos bispos consta um apelo às três religiões monoteístas da região (cristãos, judeus e muçulmanos) a enfrentarem juntas a "ameaça" colocada pelas "correntes extremistas" muçulmanas.

O eventual desaparecimento dos cristãos da região implica, segundo o Vaticano, "o empobrecimento do pluralismo que sempre caracterizou os países do Médio Oriente".

O Papa celebrou ontem em Nicósia uma missa onde participaram mais de 10 mil pessoas, com muitos emigrantes de países católicos (das Filipinas, por exemplo), mas também peregrinos que vieram do Líbano ou da Síria

Festa de Pentecostes encerra com público recorde


De acordo com os organizadores, chegou a 2,4 milhões o número de fiéis que transitou no Parque Leão, em Taguatinga, na última semana


Durante uma semana, a 11ª Festa de Pentecostes em Taguatinga atraiu 2,4 milhões de católicos de Brasília e de outras regiões do país. Foi um recorde de público que superou as expectativas dos organizadores, que esperavam um total de 2 milhões de fiéis. Ontem, no encerramento da comemoração, com a esperada Missa de Cura, às 16h, celebrada pelo padre Moacir, 800 mil católicos passaram pelo Parque Leão, que se revelou pequeno

Entre rezas e celebrações, o palco montado no parque foi um espaço para apresentação de bandas católicas - (Kleber Lima/CB/D.A Press. )
Entre rezas e celebrações, o palco montado no parque foi um espaço para apresentação de bandas católicas
Os fiéis começaram a chegar por volta das 14h com cadeiras e bancos para rezarem. Enquanto a missa não começava, bandas católicas puxavam cantos de louvor e os fiéis rezaram o terço da misericórdia. Durante o culto, alguns fiéis subiam ao palco para fazer depoimentos de pessoas que receberam a cura de doenças graves como câncer e cegueira. Outras tantas esperavam por meio da reza receber a mesma graça.

O evento começou no dia 16 e terminou ontem. Nos cinco primeiro dias, as atividades ficaram concentradas na Paróquia de São Pedro em Taguatinga Sul. Missas e rezas eram ministradas das 8h às 19h. Depois a festa se mudou para o Parque do Leão, na BR 060. Por lá foram celebradas as Missas de Cura e a de Libertação — que foi o destaque do evento no sábado. Este ano, o tema celebrado no Congresso Eucarístico foi: Quero viver um novo pentecostes.

Uma das tradições mais emocionantes do evento é o momento em que os fiéis têm as suas velas de pentecostes consagradas. Todos os anos eles levam de casa para serem abeçoadas pelo Padre Moacir. Na sexta-feira, as velas brancas são consagradas em nome do Pai, no sábado em nome do Filho e no domingo em nome do Espírito Santo, o protagonista do fim de semana santo. Posteriormente, as famílias levam as velas para casa e fazem pedidos à Santíssima Trindade quando lhes é preciso.

A diferença este ano ficou por conta da digitalização da festa. O site Renascidos em Pentecostes (www.renascidosempentecostes.com.br) atualizou em tempo real os acontecimentos da semana sacra. Quem não pôde comparecer a festa viu ao vivo, pois o site transmitiu as missas do padre Moacir. Ao todo, 352 rádios espalhadas pelo Brasil, Japão, Inglaterra e Estados Unidos garantiram a cobertura do evento.

Este ano, o evento recebeu dinheiro federal, por meio de emenda apresentada pelo senador Ademir Santana. Contou também com a ajuda voluntária de 1,7 mil párocos da Igreja de São Pedro para organizar e conduzir o evento. A Secretaria de Transportes garantiu ônibus extras. O metrô funcionou até a meia-noite de ontem.

O número
800 mil

Total de fiéis que participaram ontem do encerramento das celebrações de Pentecostes


Reconhecimento
A cada dois meses, o Diários Associados presta uma homenagem aos jornalistas e fotógrafos do Correio Braziliense que se destacaram no período. Semana passada aconteceu mais uma premiação interna. As jornalistas Ana Maria Campos e Lilian Tahan foram reconhecidas pelo trabalho que conduziram durante fevereiro sobre o escândalo da Caixa de Pandora — investigação que levou o então governador José Roberto Arruda à prisão. Na categoria fotografia, o premiado foi Daniel Ferreira, com foto de um segurança de Arruda oferecendo uma cadeira para o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, à época governador em exercício, sentar-se.

Em março, as jornalistas Lilian Tahan e Nahima Maciel foram as vencedoras. A dupla denunciou a deputada distrital Eurides Brito por nos últimos três anos ter destinado R$ 10,5 milhões, com emendas parlamentares, à Associação Pró-Amigos da Orquestra Sinfônica da capital que tinha como maestro o seu genro Ira Levin. A imagem premiada de março foi a do fotógrafo Edilson Rodrigues. Ele fez um retrato do ministro Marco Aurélio observando Nélio Machado, advogado de defesa do então governador afastado José Roberto Arruda, de braços abertos. A premiação foi entregue pelo diretor de Redação do Correio, Josemar Gimenez, e pela editora-chefe, Ana Dubeux.

BIBILIA WEB


Bíblia

Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra deDeus".

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados.

As igrejas cristãs protestantes possuem 39 livros no Antigo Testamento como parte do cânone de suas Bíblias.

A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). Estes textos são chamadosdeuterocanónicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica.

As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradiçãogrega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).[2]

As igrejas cristãs protestantes, dentre outros grupos, consideraram os textos deuterocanónicos como apócrifos. Mas alguns deles os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus. E algumas importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei Tiago e a Bíblia espanhola Reina-Valera, os contêm ao menos nalgumas das suas edições.

Quanto ao Novo Testamento, todos os cristãos são unânimes em aceitar o Novo Testamento com seus 27 escrito

Índice

[esconder]

[editar]Conceitos sobre a Bíblia

Edição da Bíblia.

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.

Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.

Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.

Não-cristãos de um modo geral veem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Em regra os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).

A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.

Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da sociedade ocidental e mesmo mundial, face ao entendimento dela nações nasceram (Estados Unidos etc.), povos foram destruídos (Incas, Maias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, cada qual com compreensão peculiar.

[editar]Os idiomas originais

Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o (Língua grega|grego) e o (aramaico). Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.

O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel eReis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.

A primeira tradução latina da Bíblia foi a Vetus Latina, baseado na Septuaginta, e, portanto, livros não incluídos na Bíblia hebraica. O Papa Dâmaso I montaria a primeira lista de livros da Bíblia, no Concílio de Roma em 382 d.C. Ele a encomendou de São Jerónimo que produzisse um texto confiável e consistente, traduzindo os textos originais em grego e hebraico para o latim. Esta tradução ficou conhecida como a Bíblia Vulgata Latina, antes disso havia grande confusão e divergência sobre os textos bíblicos a serem aceitos pelos cristãos e, em 1546, o Concílio de Trento declara que é a única Bíblia autêntica e oficial no rito latino daIgreja Católica.

[editar]Inspirado por Deus

O apóstolo Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus" [literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16). Na ocasião, os livros que hoje compõem a Bíblia não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto muitos cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados peloEspírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 1:21). O apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade do Antigo Testamento: "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15-16). Veja também os artigos Cânon Bíblico e Apócrifos.

Os cristãos creem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não-cristã ou não-religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, ainda que usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos pode variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida, entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.

A dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o verdadeiro autor da bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento Deus usou as suas personalidades e talentos individuais, para registrar por escrito os seus pensamentos e a revelação progressiva dos seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.

[editar]A interpretação bíblica

Diferente das várias mitologias, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, vários cientistas têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia, que até há poucos anos eram desconhecidos ou considerados fictícios), apesar de não confirmarem os fatos nela narrados, por outro lado, comprovando que aconteceram de alguma forma.[3]

Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os cristãos, por sua vez, incorporam também a tal entendimento os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Tal descrença ocorre face ao entendimento de que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados são por eles considerados fantásticos ou exagerados, tais como os relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana ante-diluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um "grande peixe", etc. A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:

  1. O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente;
  2. Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;
  3. A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
  4. O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia, etc.

[editar]Sua estrutura interna

A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1600 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto,exegetas cristãos divergem sobre a autoria e a datação das obras.

A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma sequência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).

[editar]Origem do termo "Testamento"

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.

A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1-8 e Êxodo 34:10-28). Tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 3:6-14).

Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).

As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.

O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diathekepor testamentum. São Jerônimo, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado.

[editar]Livros do Antigo Testamento

  • O Antigo Testamento é composto de 46 livros: 39 conhecidos como protocanônicos e 7 conhecidos como deuterocanônicos. Os livros deuterocanônicos fazem parte apenas da Bíblia Católica, não sendo incluídos na Bíblia Protestante ou no Tanakhjudaico.

[editar]Livros Protocanônicos

[editar]Pentateuco

Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio

[editar]Históricos

Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester

[editar]Poéticos e Sapienciais

- Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cântico dos Cânticos de Salomão

[editar]Proféticos
Profetas Maiores

A designação “Maiores” não se trata porém da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros, maiores se comparados aos livros dos Profetas “Menores”.
Isaías - Jeremias - Lamentações de Jeremias - Ezequiel - Daniel

Profetas Menores

Como referido acima, a designação “Menores” não se trata da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros.
Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias

[editar]Textos Deuterocanônicos

Históricos

Tobias - Judite - Adições em Ester (Ester 10:4 a 16:24) - I Macabeus - II Macabeus.

Poéticos e Sapienciais

Sabedoria - Eclesiástico (ou Sirácides).

Proféticos

Baruque - Adições em Daniel (Daniel 3:24-90, e Capítulos 13 e 14).

Segundo a visão protestante, os textos deuterocanônicos (chamados "apócrifos" pelos protestantes) foram, supostamente, escritos entre Malaquias e Mateus, numa época em que segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a Revelação Divina havia cessado porque a sucessão dos profetas era inexistente ou imprecisa. O parecer de Josefo não é aceito pelos cristãos católicos e ortodoxos, porque Jesus afirma que durou até João Batista (cf. Lucas 16:16; Mateus 11:13).

No período entre o século III e o século I a.C. ocorre a Diáspora judaica helenística, numa época em que os judeus já estavam, em partes, dispersos pelo mundo. Uma colônia judaica destaca-se esta se localiza em Alexandria no Egito, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida do hebraico para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. Somente no final do século I d.C. foi fixado o cânon (=medida) hebraico, portanto numa época em que a diferenciação entre judaísmo e cristianismo já era bem acentuada. E os escritos acrescentados não foram aceitos no cânon hebraico.

Quando Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim (a famosa Vulgata), no início do Século V, incluiu os deuterocanônicos, e a Igreja Católica admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros. No século XVI, com o surgimento da Reforma Protestante, é novamente colocada em dúvida a canonicidade dos deuterocanônicos pelo fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. No Concílio de Trento, em 8 de abril de 1546, no Decretum de libris sacris et de traditionibus recipiendis (DH 1501), a Igreja Católica novamente os confirmou como partes integrantes da Bíblia Católica, mas desde então foram considerados apócrifos no Protestantismo e no século XVII deixaram de fazer parte das Bíblias protestantes.

[editar]Livros do Novo Testamento

  • O Novo Testamento é composto de 27 livros.

[editar]Livros Protocanônicos

[editar]Evangelhos

Mateus - Marcos - Lucas - João.

[editar]Livros de Atos

Atos dos Apóstolos (abreviado "Atos").

[editar]Cartas Apostólicas

Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filémon - I Pedro.

[editar]Tratados Doutrinais

I João.

[editar]Textos Deuterocanônicos

Através dos séculos, desde o começo da era cristã, e inclusive em contextos protestantes durante os surgimento da Reforma Protestante do século XVI, os textos deuterocanônicos do Novo Testamento foram tão debatidos como os textos deuterocanônicos do Antigo Testamento. Finalmente, os reformistas protestantes decidiram rejeitar sistematicamente todos os textos deuterocanônicos do Antigo Testamento, e aceitar sistematicamente todos os textos deuterocanônicos do Novo Testamento.[carece de fontes]

[editar]Trechos Evangélicos

Marcos 16:9-20 - Lucas 22:43-44 - João 5:3'-4, 7:53 a 8:11, e todo o Capítulo 21.

[editar]Cartas Apostólicas

Tiago - II Pedro - II João - III João - Judas.

[editar]Tratados Doutrinais

Hebreus.

[editar]Apocalipses

Apocalipse de João (abreviado "Apocalipse").

[editar]Versões e traduções bíblicas

Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de 1723.

Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte do III e IV Século d.C.. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas (escribas) que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afectem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a seleccioná-las, denomina-se Crítica Textual. E o resultado de seu trabalho são os Textos-Padrão.

A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamadosMassoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C.. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.

No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX).

A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, e a que é citada na grande parte do Novo Testamento.

Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanónicos (aceites como canónicos apenas pela Igreja Católica), e alguns escritos apócrifos (não aceites como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs ocidentais).

Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pelas sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.

Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerónimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.

De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialectos[4], sendo o livro mais traduzido do mundo.

Distribuição mundial de traduções da Bíblia[4]
Continente/RegiãoPorçõesTestamentosBíbliasTotal
África218322163703
Ásia e Oceania3634951711029
Europa1123961212
América15331242507
Línguas artificiais2013
Total84811684382454

[editar]Língua portuguesa

Os primeiros registros da tradução de trechos da Bíblia para o português remontam ao final do século XIII, por Dom Dinis. Mas a primeira Bíblia completa em língua portuguesa foi publicada somente em 1753, na tradução de João Ferreira de Almeida(1628-1691).

Uma cópia da Bíblia de Gutenberg, de propriedade do Congresso norte-americano

O missionário e tradutor João Ferreira de Almeida foi o principal tradutor da Bíblia para a língua portuguesa. Ele já conhecia a Vulgata, já que seu tio era padre. Após converter-se ao protestantismo aos 14 anos, Almeida partiu para a Batávia. Aos 16 anos traduziu um resumo dos evangelhos do espanhol para o português, que nunca chegou a ser publicado. Em Malaca traduziu partes do Novo Testamento também do espanhol.

Aos 17, traduziu o Novo Testamento do latim, da versão de Theodore Beza, além de ter se apoiado nas versões italiana, francesa e espanhola.

Aos 35 anos, iniciou a tradução diretamente dos originais, embora seja um mistério como ele aprendeu os idiomas originais. É certo que ele usou como base o Texto Massorético para o Antigo Testamento, o Textus Receptus, editado em 1633 pelos irmãos Elzevir, e alguma tradução da época, como a Reina-Valera. A tradução do Novo Testamento ficou pronta em 1676.

O texto foi enviado para a Holanda para revisão. O processo de revisão durou 5 anos, sendo publicado em 1681, e teve mais de mil erros. A razão é que os revisores holandeses queriam harmonizar a tradução com a versão holandesa publicada em 1637. A Companhia das Índias Orientais ordenou que se recolhesse e destruísse os exemplares defeituosos. Os que foram salvos foram corrigidos e utilizados em igrejas protestantes no Oriente, sendo que um deles está exposto no Museu Britânico. Após sua morte foram detectados vários erros de tradução, e as sucessivas edições por que passou ao longo dos anos tornou o atual texto das Bíblias de Almeida bastante diferente do texto da primeira edição, mantendo, contudo, o estilo clássico do vocabulário.

[editar]Bibliografia

  • LIMA, Alessandro. O Cânon Bíblico - A Origem da Lista dos Livros Sagrados. São José dos Campos-SP: Editora COMDEUS, 2007.
  • PASQUERO, Fedele. O Mundo da Bíblia, Autores Vários. São Paulo: Paulinas, 1986.
  • ROST, Leonard. Introdução aos Livros Apócrifos e Pseudo-Epígrafos do Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1980.

Referências

  1. No latim medieval biblìa passou a ser usado como uma palavra singular — uma colecção de livros, ou "a Bíblia".
  2. Estes dados são do domínio público nos países de maioria populacional aderente à fé cristã ortodoxa, e ham sido retomados e recompilados de numerosas fontes bibliográficas sérias em grego, russo, alemão, inglês e espanhol.
  3. Time "A Boost for the Book of Jeremiah". Descoberta de tablete confirma episódio bíblico (21 de julho de 2007)
  4. a b Sumário estatístico de idiomas com traduções das Escrituras (em inglês). Sociedades Bíblicas Unidas. Página visitada em 27 de março de 2009.

[editar]Ver também

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[editar]Ligações externas